violência e classificação etária dos jogos digitais

A violência nos jogos digitais sempre foi, e provavelmente sempre será, motivo para longas discussões entre acadêmicos. Apesar da existência da violência nos jogos digitais, não podemos culpar estes jogos por gerar um comportamento agressivo em crianças e adolescentes, uma vez que existem classificações etárias, onde o conteúdo do jogo é explícito nas embalagens, para que pais e responsáveis saibam o que seus filhos estão consumindo.

Na pós-graduação tive uma matéria sobre Game Cultura no semetre passado, que como o próprio nome diz é sobre a cultura em relação aos games. Mais informações sobre isto podem ser encontradas no site Game Cultura, que é mantido pelo professor desta matéria no SENAC. Nesta matéria, fizemos um artigo relacionado a Game Cultura, e o meu tema foi violência e classificação etária nos jogos digitais.

Nunca pensei que fosse ler sobre este assunto, e muito menos achar interessante. Li partes de livros que defendem os jogos violêntos, e outros que acusam estes de tornar pessoas agressivas. Outra parte interessante da minha pesquisa foi procurar informações sobre os órgãos que classificam os jogos, e até mesmo leis da constituição brasileira para dar a apoio a conclusão do artigo.

É um artigo curto (short paper), de apenas 4 páginas, que talvez um dia eu continue e enriqueça, mas por enquanto prefiro mantar o foco no desenvolvimento de games. Escrever este artigo mudou muitas coisas na minha maneira de pensar no desenvolvimento games, acho que estou mais crítico e com a mente mais aberta.

O artigo está disponível para download aqui. Minha namorada, co-autora deste artigo, me ajudou muito na procura de bibliografias, discussões e revisão. É difícil fazer uma pessoa que está aconstumada com códigos de programação entender o pensamento de autores como Johan Huizinga, Roger Callois, entre outros.

Como iniciante nesta área, fico impressionado como cada matéria da pós-graduação muda algo na minha visão, e mais ainda com as coisas do desenvolvimento de um game que geralmente não são vistas. Como programador, eu só pensava em tecnologia, depois da aula de Produção de Games comecei a entender mais o mercado, e agora, com a aula de Game Cultura, comecei a entender a influência que um game pode fazer na sociedade e na cultura. Tudo isto faz parte de um ciclo que começa com uma idéia e não termina com o jogo sendo vendido, vai muito mais além, praticamente não tem fim.